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Câncer de mama: Um toque que pode mudar o final da sua história
SAúDE

01/10/2021

Câncer de mama: Um toque que pode mudar o final da sua história

O câncer de mama é hoje o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, superando inclusive o câncer de pulmão em número de casos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 2,3 milhões de novos casos são diagnosticados todos os anos globalmente. No Brasil, segundo o Instituto Nac...

O câncer de mama é hoje o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, superando inclusive o câncer de pulmão em número de casos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 2,3 milhões de novos casos são diagnosticados todos os anos globalmente.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 73 mil novos casos por ano, representando aproximadamente 30% dos cânceres em mulheres.

Diante desses números, uma mensagem precisa ser reforçada: o diagnóstico precoce pode mudar completamente o desfecho da doença.

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama ocorre quando células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor.

Existem diferentes tipos, sendo os mais comuns:

  • Carcinoma ductal: se origina nos ductos que transportam o leite
  • Carcinoma lobular: se desenvolve nos lóbulos, responsáveis pela produção do leite

Identificar o tipo de câncer é essencial para definir o tratamento mais adequado.

Sintomas do câncer de mama

Em muitos casos, o câncer de mama pode ser identificado precocemente por sinais no corpo.

Fique atenta aos principais sintomas:

  • Caroço (nódulo) fixo e geralmente indolor na mama
  • Alterações na pele (aspecto de “casca de laranja”)
  • Mudanças no formato ou tamanho da mama
  • Vermelhidão ou retração da pele
  • Alterações no mamilo (inversão ou secreção)
  • Nódulos nas axilas

Importante: nem todo nódulo é câncer, mas todo sinal deve ser investigado por um profissional de saúde.

Como prevenir o câncer de mama?

Embora não seja possível prevenir todos os casos, algumas atitudes reduzem significativamente o risco:

  • Manter peso adequado
  • Praticar atividade física regularmente
  • Evitar consumo excessivo de álcool
  • Ter uma alimentação equilibrada
  • Amamentar, quando possível

Estilo de vida saudável é um dos principais aliados na prevenção.

Exames para detecção precoce

Além de manter hábitos saudáveis (dieta pobre em alimentos gordurosos, atividade física regularmente e pouca ingestão de bebidas alcoólicas) existem exames preventivos de rotina que podem ser realizados para a detecção precoce da doença.

O diagnóstico precoce é o maior fator de sucesso no tratamento.

Mamografia

É o principal exame para rastreamento do câncer de mama.

Segundo o INCA:

  • Recomendada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada 2 anos
  • Pode ser indicada antes, dependendo de fatores de risco

A mamografia consegue identificar lesões ainda não palpáveis.


Autoexame das mamas

O autoexame não substitui a mamografia, mas é uma importante ferramenta de autoconhecimento.

Mais do que uma técnica rígida, o ideal é que a mulher conheça o próprio corpo e perceba alterações.


Avaliação médica

Consultas regulares com ginecologista ou mastologista são fundamentais para acompanhamento individualizado.

Como observar as mamas no dia a dia

Você pode incluir a observação das mamas na sua rotina:

  • Em frente ao espelho, observe alterações visuais
  • Durante o banho, faça a palpação suave
  • Fique atenta a qualquer mudança incomum

O mais importante não é o método, mas a constância.

Fatores de risco para câncer de mama

Fatores comportamentais e ambientais:

  • Sobrepeso e obesidade (principalmente após a menopausa)
  • Sedentarismo
  • Consumo de álcool
  • Exposição à radiação

Fatores genéticos e hereditários:

  • Histórico familiar de câncer de mama ou ovário
  • Alterações nos genes BRCA1 e BRCA2
  • Casos de câncer de mama em homens na família

Cerca de 5% a 10% dos casos estão relacionados a fatores hereditários.


Fatores hormonais e reprodutivos:

  • Primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos)
  • Primeira gravidez tardia (após os 30 anos)
  • Não ter filhos
  • Não amamentar
  • Menopausa tardia
  • Uso prolongado de terapia hormonal

Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Esse tipo de tumor, apesar de comum, ainda causa inúmeras dúvidas nas pessoas. Confira abaixo alguns mitos e verdades sobre o câncer de mama:

Câncer de mama só aparece em quem possui histórico familiar?

Mito. A grande maioria das pacientes que possuem câncer de mama não têm histórico familiar. Apenas 10% dos casos têm origem hereditária.

Amamentar protege contra o câncer de mama?

Verdade. A amamentação reduz o número de ciclos menstruais e, consequentemente, diminui a exposição de certos hormônios femininos que podem estar por trás do surgimento de tumores, como por exemplo, o estrógeno.

Desodorante pode causar câncer de mama?

Mito. Não existe nenhum dado científico que comprove o elo do uso de desodorante e o câncer de mama. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) assegura também que não há nenhuma relação entre a substância que origina esse produto de higiene e o tumor.

Câncer de mama pode ter cura?

Verdade. Muitos fatores devem ser considerados porque cada paciente é única. O quanto antes o diagnóstico for feito maiores são as chances de cura.

Um toque que pode mudar a sua história

O câncer de mama não é apenas um dado estatístico — é uma realidade que impacta milhões de mulheres todos os anos.

Mas existe um ponto que muda tudo: o tempo.

Quanto antes o diagnóstico acontece, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura.

Falar sobre o tema, quebrar tabus e incentivar o cuidado com a própria saúde não é apenas prevenção — é um ato de autocuidado e responsabilidade.

Seu corpo dá sinais. Ouça, observe e cuide.

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