03/06/2025
A importância da vacinação: proteção em todas as fases da vida
Você sabia que manter o calendário de vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de proteger sua saúde e a de quem está ao seu redor? Desde os primeiros dias de vida até a fase adulta, as vacinas são grandes aliadas na prevenção de doenças graves e evitáveis.“A vacinação é uma das estratégias
Você sabia que manter o calendário de vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de proteger sua saúde e a de quem está ao seu redor? Desde os primeiros dias de vida até a fase adulta, as vacinas são grandes aliadas na prevenção de doenças graves e evitáveis.
“A vacinação é uma das estratégias de saúde pública mais seguras e eficientes para prevenir surtos e salvar vidas. Cada dose aplicada é um passo a mais na construção de uma comunidade mais protegida”, destaca a Dra. Clarissa di Primio, Gerente Médica da Regulação da Medilar.
Mas nem todo mundo sabe exatamente quais vacinas precisa tomar, nem em quais situações a vacinação deve ser adiada ou avaliada por um médico. Vamos esclarecer essas e outras dúvidas a seguir.
Primeiras vacinas do bebê: a base da imunidade
Assim que nasce, o bebê já tem um compromisso importante com a saúde: tomar suas primeiras vacinas. Elas são essenciais para protegê-lo em uma fase em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
Nos primeiros meses, o calendário vacinal inclui:
- Ao nascer: BCG (contra formas graves de tuberculose) e Hepatite B (1ª dose).
- 1 mês: Hepatite B (2ª dose) e Vacina tetravalente (DTP + Hib) (1ª dose).
- 2 meses: Vacina Oral contra Pólio (VOP) (1ª dose), Vacina Oral de Rotavírus Humano (VORH) (1ª dose), Vacina tetravalente (DTP + Hib) (2ª dose), Vacina Oral contra Pólio (2ª dose).
- 4 meses: Vacina Oral de Rotavírus Humano (VORH) (2ª dose) e Vacina tetravalente (DTP + Hib) (3ª dose).
- 6 meses: Vacina Oral contra Pólio (VOP) (3ª dose) e Vacina contra hepatite B (3ª dose).
- 9 meses: Vacina contra a Febre Amarela (Dose inicial).
- 12 meses: SRC Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) (Dose única).
“As vacinas aplicadas logo nos primeiros meses são fundamentais para criar uma base sólida de proteção. É nessa fase que o organismo do bebê começa a construir sua própria defesa contra agentes infecciosos”, orienta a Dra. Clarissa.
Manter a caderneta de vacinação do bebê sempre atualizada é um dos maiores gestos de cuidado que os pais podem oferecer. Além disso, é importante acompanhar campanhas e informações oficiais sobre imunização.
Confira aqui as orientações do Ministério da Saúde sobre vacinas, calendários e recomendações por idade: https://bvsms.saude.gov.br/vacinacao/
Assista ao vídeo com a Dra. Marina explicando as vacinas dos primeiros meses de vida:
Vacinas também são para adultos
Engana-se quem pensa que vacina é só para crianças. Os adultos também precisam manter algumas vacinas em dia para evitar doenças, reforçar a imunidade e proteger grupos mais vulneráveis.
As principais vacinas recomendadas para adultos incluem:
- dT (Difteria e Tétano): reforço a cada 10 anos.
- Hepatite B: para quem não foi imunizado na infância.
- Gripe: dose anual, especialmente para grupos de risco.
- Covid-19: seguir as recomendações mais recentes de reforço.
- Tríplice Viral, Febre Amarela, Pneumocócica e Herpes-zóster: de acordo com a idade e condições de saúde.
“A vacinação na vida adulta é uma continuação do cuidado iniciado na infância. É um erro comum pensar que, depois de crescido, não é mais necessário tomar vacinas”, alerta a Dra. Clarissa.
Confira também nosso vídeo com a Dra. Marina explicando o calendário vacinal dos adultos:
Campanha de vacinação: essencial para a saúde pública
A campanha de vacinação é uma das estratégias mais importantes de saúde pública para proteger a população contra doenças infecciosas. Essas ações promovem a imunização em massa e ajudam a aumentar a cobertura vacinal com vacinas gratuitas e seguras.
Geralmente organizadas por governos e instituições de saúde, as campanhas visam conscientizar a população sobre a importância da vacinação na prevenção de doenças graves e evitáveis. Elas incluem ações educativas e mobilizações em escolas, postos de saúde e comunidades.
Essas iniciativas são direcionadas a grupos prioritários, como crianças, gestantes, idosos e profissionais da saúde. Algumas são sazonais, como a da gripe, enquanto outras têm caráter permanente, como as que combatem a poliomielite. Participar dessas campanhas é uma forma de proteger a si mesmo e ajudar na construção da imunidade coletiva.

Quando não tomar a vacina?
Existem situações em que a vacinação deve ser adiada ou feita com acompanhamento médico. As mais comuns são:
Durante tratamento contra o câncer
Pacientes imunossuprimidos, como os que fazem quimioterapia, precisam de avaliação médica. Em geral:
- Vacinas com vírus vivos, como Febre Amarela e Tríplice Viral, são contraindicadas.
- Vacinas inativadas, como a da gripe, costumam ser recomendadas.
Após infecção por Covid-19
Se você testou positivo, o ideal é esperar cerca de 4 semanas após o início dos sintomas (ou do diagnóstico, se assintomático) antes de tomar qualquer vacina. Isso vale especialmente para reforços da vacina da Covid-19.
Em caso de febre ou infecção aguda
Se estiver com febre ou algum quadro infeccioso, como gripe forte, é melhor esperar a recuperação para tomar a vacina.
Isso evita confusão entre os sintomas da doença e possíveis efeitos da vacina.
Gestantes (para algumas vacinas)
Durante a gravidez, algumas vacinas devem ser evitadas, especialmente as que contêm vírus vivos atenuados. No entanto, outras como a da gripe, dTpa e hepatite B são seguras e recomendadas nessa fase.
Bebês prematuros
Bebês com menos de 2 kg ou com quadro clínico instável podem ter a aplicação da BCG adiada até estabilizarem.
A recomendação é feita individualmente pelo pediatra.
A vacinação protege você e a comunidade
A vacinação não protege apenas quem recebe a dose, mas também toda a comunidade. Esse efeito acontece por meio da imunidade coletiva, que ajuda a interromper a circulação de vírus e bactérias.
“Quando uma grande parte da população está vacinada, o vírus encontra dificuldade para circular. Isso protege também quem não pode se vacinar, como imunossuprimidos e bebês muito pequenos”, explica a Dra. Clarissa di Primio.
Proteger a si mesmo e ao próximo com vacinas é um compromisso com a saúde e com a vida. Mantenha sua carteira de vacinação atualizada e compartilhe essa informação com quem você ama.